Esta nova obra de Ed Freitas é uma comissão de texto de acompanhamento e pensamento critico, para o projeto Live Art Writers Network x Linha de Fuga Festival 2025. É publicada em conjunto com borboletear um déjà-vu metodológico, estando ambas as obras em diálogo uma com a outra. Para mais informações sobre o programa, o festival e todas as comissões de performingborders em resposta ao festival, visite a página do projecto através deste LINK.

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estratégia e força. campo magnético. arquivar futuros. sonhar realidades. mapa de vínculos. laboratório de afetos. ser e morrer. corpsing. espaços de proximidade. reterritorializar. ocupar espaços. pisar mais levemente na terra. lugar que fala, lugar que ouve. ação em rede. alguém nos reconhecerá. universo distópico. polinizar. memória viva. espaço zero. estar e conviver. resistir e cuidar.
Ao meu corpo, um viveiro.
Ao vestir a máscara e,
abdicar por um momento dos sentidos que a in(sti)tuição exige
(esse olhar crítico, uma fala articulada, a escuta dirigida…)
tornei-me vibrátil.
No silêncio da lã,
roçar no espaço,
sentir a frequência.
Este é um texto-têxtil-performativo: rascunhos tecidos entre o rigor dos fios e a imprecisão da memória, na vibração de uma resposta possível à 5ª edição do Linha de Fuga, Festival e Laboratório Internacional de Artes Performativas, sediado em Coimbra desde 2018. Em 2025, o festival convocou-nos por meio da provocação “A Performatividade da Amizade”, um tema que se desdobrou em eventos-subtemas, como as conversas vulneráveis, e que operou como a urdidura de toda a programação.
A convite do performingborders, plataforma codirigida por Xavier de Sousa e Anahí Saravia Herrera, participei da programação entre os dias 06 e 30 de novembro, com o objetivo de responder artístico-textualmente à dimensão de performatividade do Festival, partindo do meu lugar de artista que não apenas assiste, mas que deixa o corpo ser atravessado pela experiência do ver, no fazer.
A Estranheza e o Casulo
A proposta do Festival, ancorada no pensamento de Marina Garcés e bell hooks, sugere a amizade como um ato de resistência, esse fazer contínuo e vulnerável, livre de hierarquias fixas ou trocas mercantis. Contudo, destaco a estranheza da minha primeira impressão diante da expressão “performatividade da amizade”, estranheza essa que movimentou um interesse imediato em conversar sobre o tema e suas possíveis intersecções com a programação.
Em diálogo com Xavier de Sousa e Nuno Fonseca, artistas próximos com quem dividi reflexões de arte e de vida, percebi que a amizade, na sua dimensão mais crua e íntima, recusa o palco institucional. Ela não se performa; ela acontece no invisível, onde não existem arquétipos, apenas a diversidade das vivências que elaboram em nós experiências de intimidade e afeto.
O que me impulsionou, então, foi performatizar os espaços de convivência. Assistir, participar, presentificar-se, e compreender que, se a amizade institucional pode soar como um oxímoro, a criação de espaços onde pares se reconhecem, criam e confraternizam é uma urgência política. Nesse sentido, o Linha de Fuga cumpre o seu lugar e sustenta a sua frente propositiva.
Os espetáculos que testemunhei traziam essa carga: processos particulares transbordados para o coletivo, corpos dissidentes em laboratório, refletindo sobre as relações que estamos a construir com o vivido e com o futuro-presente.
O Corpo-Entomólogo e a Máscara-Cúpula
Entrei no Festival perguntando-me: como um corpo aguenta tanta afluência?
Para não me perder no excesso, fabriquei uma máscara-cúpula, uma pele outra, feita de lã de ovelha bordaleira: lã que aquece, que abriga, que guarda memória animal e humana.
Uma cabeça-viveiro.
Sem olhos.
Sem boca.
Sem ouvidos.
O que acontece quando retiramos os sentidos que julgam?
O que sobra quando o corpo já não vê, já não fala, já não escuta?
Sobra a vibração.
Sob essa máscara, emprestei-me a um corpo-entomólogo: um corpo que observa sem olhar, que registra sem escrever, que narra pelo tato.
Como se coleta um Festival através da pele, com a pele?
Caminhei sentindo frequências, impactos, ruídos abafados, pulsações.
A lã tornou-se antena. A máscara, um sismógrafo.
O passo era um dado sensível. Cada encontro, um tremor.
A escolha da lã não foi apenas estética. Além da minha relação com o tecer, a lã carrega uma recusa: como criar sem extrair mais do mundo?
Usei restos, sobras, materiais já vividos.
Reaproveitei fragmentos de trabalhos anteriores como exercício de reaprender a respirar com o que já existe.
Poesias zeladas, guardadas, voltaram a circular. Reciclar, aqui, é o meu polinizar.
É insistir numa prática não capitalista, lenta, manual, feita no tempo do corpo, e não no tempo da produção.
Dentro da máscara-cúpula, senti o festival atravessar-me. O chamado “borboletário” deixou de ser um espaço externo e tornou-se um viveiro interno.
Como o tempo de um Festival se inscreve no corpo? Inscreveu-se em calor, peso, cansaço, micro-alegrias, pequenos colapsos.
A temporalidade do evento passou a existir em mim como sua textura.
Mesmo sem ver, observava as engrenagens humanas em funcionamento: pessoas cumprindo funções, horários, tarefas invisíveis.
E algo me atravessou, qual seja, uma solidão operária. Quem sustenta o voo coletivo?
Pensei nas borboletas. Elas garantem o equilíbrio do mundo, mas voam sozinhas. Polinizam sem plateia.
Trabalham sem retorno imediato. As borboletas sabem que são essenciais? Elas sorriem? Choram?Quanto tempo dura uma vida dedicada ao voo?
Agarrei-me a essa imagem como quem segura um fio. E iniciei um gesto sistemático, quase ritual: crochetei borboletas-alfinetes em algodão, lã e seda. Por que o número de vinte e uma borboletas? Porque o corpo pediu, no tempo da sincronicidade. Cada uma nasceu como uma cápsula de informações que narram relações. Elas carregam as cores do que vi, e, muitas vezes, sem olhos; as texturas do que toquei, os sabores do que comi, os pensamentos que me atravessaram no cansaço e na vigília.
São pequenas memórias aladas.
São fragmentos de mim em voo.
A Trama dos Espetáculos: Linhas de Resistência e Pontos de Fuga
Quando a grelha do Festival se apresentou, entendi que o gesto repetitivo do crochê não era um desvio nem um refúgio, mas uma resposta direta à urgência do fazer que atravessava os espetáculos. O que o corpo faz quando é convocado por tantos gestos ao mesmo tempo?
A curadoria de Catarina Saraiva, ao propor a amizade como um dos possíveis antídotos ao abuso da linguagem, essa mesma linguagem que sustenta guerras, genocídios e apagamentos, infiltrou-se silenciosamente nas minhas fibras. Algo começou a aquecer por dentro.
Sob a máscara sem olhos, senti a vigilância proposta em Omegaville, de Los 3 Cerditos, como uma mudança na pressão do ar. Não vi câmaras, não li códigos, mas o corpo reconheceu o controle como um peso contínuo. Enquanto a peça insinuava a amizade como fresta num sistema fechado, perguntei-me: o que posso fazer com as mãos? Apertei o ponto. Ajustei a tensão do fio.
Se o mundo insiste em nos querer legíveis, rastreáveis, produtivos, o meu gesto manual:
feito do avesso,
lento,
falho
tornou-se uma zona de autonomia técnica e poética. Um lugar que escapa ao radar institucional. Um saber que não se acelera.
Coreografias Selváticas, de Adriana Reyes, e Rasante, de Joana Levi, atravessaram-me como deslocamentos internos. Reyes abriu a possibilidade de uma relação não hierárquica entre corpos humanos e corpos vegetais, entre prática artística e alquimia, entre cuidado e experimentação. Como não ouvir nisso uma validação do meu próprio fazer? A lã de ovelha, que carrega em si a vida animal e as pastagens que a sustentam, reafirmou-se como escolha ética e sensível. Trabalhar com ela é um gesto interespecífico; é tocar uma cadeia viva.
Já Levi, ao lidar com migrações e extinções, deu chão às minhas borboletas. Passei a percebê-las como seres migrantes, frágeis, atravessados por fronteiras invisíveis. Se a máquina colonial insiste em aterrar o presente do futuro, o meu borboletário passou a operar como fabulação meditada:
um exercício de manter o inaudito respirando.
Em La Foresta Trabocca, Antonio Tagliarini fala do artista como aquele que sustenta a falha. E se a falha não fosse um erro, mas um método?
E se o meu corpo não suportasse tanta fumaça?
E se o azul não me apresentasse um céu?
E se eu não conseguir respirar a técnica que ilustra um poema em frangalhos?
A resposta textual que construo, em colaboração com o performingborders, é uma continuação desse plano ampliado de encontros.
Se o Festival é um campo fértil, as minhas 21 borboletas operam como agentes polinizadores de corpo em corpo, de conversa em conversa. Quantos temas cabem num gesto pequeno?
O Oráculo das Frases-Bandeira
As borboletas não voam vazias. Transformei-as em suportes de memória, bordando em cada uma pequenas frases-bandeira recolhidas dos espetáculos e das conversas de corredor. Fragmentos de fala. Sobrevivências da escuta.
Funcionam como hiperlinks poéticos, essas chaves que permitem reabrir a programação numa outra temporalidade, que não se encerra.
Depois do Festival, senti a urgência de romper a distância. As borboletas tornaram-se oráculos.
Escrevi a amigos distantes. Pedi conversas. Pedi tempo. Como reduzir quilómetros sem deslocar o corpo?
Nessas trocas, a resposta segura e nomeável que eu procurava dissolveu-se. O que emergiu foi outra coisa: a amizade não performada.
Vulnerável.
Emocionada.
Um lugar de amparo.
O Borboletário de Perspetivas: Conversas-Salva-Vidas
Foi por isso que a minha passagem pelo Linha de Fuga não terminou no dia 30 de novembro. O Festival continuou a atuar em mim como algo que precisava de tempo para ser digerido.
O impacto no meu corpo criou um excesso,
atravessado,
me levou a procurar outras pessoas para organizar o vivido.
Surgiram, assim, as conversas que passei a chamar de ações oraculares de proximidade, longe do sentido místico, mas como tentativa prática de ouvir o que o festival ainda tinha a dizer através dos outros.
Criar o borboletário não foi apenas uma escolha estética ou conceitual.
Um borboletário para habitar, foi a resposta direta à minha necessidade de amparo. Convocar a minha rede de afetos foi continuar o trabalho e, ao mesmo tempo, proteger-me.
O festival exigiu atenção, presença e disponibilidade; a resposta foi criar espaços onde isso pudesse ser elaborado com calma.
Dos vôos entre amigos
Com a Borboleta B, a conversa partiu da frase “ação em rede”, retirada de Rasante, de Joana Levi. Falámos sobre o espetáculo e sobre a forma como ele aborda as relações entre humanos, animais e sistemas de poder ligados à exploração e ao colonialismo. B trouxe a ideia de que a amizade é uma forma de fé, não religiosa, mas cotidiana, uma confiança ativa depositada no outro. Isso ajudou-me a perceber que muitas das relações ativadas durante o Festival não se baseiam em acordos formais, mas numa presença contínua, sustentada no tempo.
Questionamos também a palavra “encontro”, que muitas vezes não dá conta da intensidade e da complexidade do que acontece entre pessoas. A borboleta, como imagem, apareceu aqui menos como símbolo e mais como modo de existir: sem garantias, em relação direta com o ambiente. Falar de felicidade, de desejo de viver, tornou-se, nessa conversa, uma forma concreta de resistência.
Com a Borboleta E, a conversa girou em torno da ideia de “ser e morrer”, algo que já aparecia nas minhas anotações sobre as conversas vulneráveis. Falámos da amizade como um espaço onde não há cobrança constante de desempenho, talvez, um lugar onde é possível errar, repetir, aprender. E trouxe a imagem da escultura como processo lento: somos moldados pelas relações que mantemos. Essa conversa ligou-se diretamente a Coreografias Selváticas, de Adriana Reyes.
A noção de cuidado emergiu com força. Assim como uma planta, a amizade precisa de atenção; se não for cuidada, acaba. A morte entrou aqui como medida do tempo real das relações. As borboletas que fiz funcionam como tentativas de guardar esses tempos curtos, essas experiências que normalmente se perdem.
Com a Borboleta L, falámos de trabalho precário, cansaço e da dificuldade de sustentar práticas artísticas em contextos pouco justos. A frase que ficou foi “espaços de proximidade”. Conversámos sobre o direito à opacidade, sobre não precisar estar sempre disponível ou explicável. Para ela, a amizade é uma estrutura flexível, que se ajusta às necessidades de cada momento.
Essa conversa ajudou-me a perceber que o meu papel no Festival, além de responder artisticamente, foi também o de criar pequenos espaços de intimidade, onde fosse possível descansar do ritmo intenso da programação. Quando ela me disse que eu fazia parte de várias histórias sem saber, entendi mais uma vez o borboletário como um arquivo dessas relações, um lugar onde essas trocas ficam guardadas.
Com a Borboleta R, a conversa trouxe uma perspectiva mais crítica. Falámos diretamente da ideia de “performatividade da amizade” e da contradição que isso pode representar. Para R, amizade não é estratégia; é relação horizontal. Essa visão ajudou-me a reposicionar o meu trabalho: ver a máscara e as 21 borboletas como dispositivos de leitura, escuta múltipla e prática oracular.
Com a Borboleta N, a conversa centrou-se em resistir e cuidar. Falámos da responsabilidade de estar presente de forma positiva na vida dos outros. Para N, resistir não significa lutar o tempo todo, mas encontrar formas de continuar, de ressignificar as dificuldades. Atravessámos as diferentes fases da amizade e ficou claro que não há relação afetiva profunda sem vulnerabilidade. O borboletário tornou-se, assim, um registo dessa exposição consciente: estar aberto, mas com apoio.
Com a Borboleta C, a conversa abriu um campo que nomeamos de Laboratório de Afetos e foi uma troca particularmente luminosa, porque me ajudou a alargar, com delicadeza e precisão, a compreensão do que eu já vinha fazendo intuitivamente com o borboletário. Falámos da origem desse termo a partir dos processos partilhados no Linha de Fuga e dos encontros em outro laboratório onde nos conhecemos), em que compreendemos a performance como um território comum de experimentação e escuta.
A memória da pandemia de 2020 atravessou a conversa como ponto de viragem: fazer arte naquele momento foi um gesto de sobrevivência, um pacto de proteção mútua, e isso reposicionou o encontro também como lugar de refúgio. A partir daí, surgiu a distinção entre performatividade e amizade, a performance como máscara possível, um modo de relação que não exige transparência total, e a amizade como esse espaço raro de não-performar, onde não há necessidade de sustentar personagens.
Isso fez eco direto no meu trabalho. Percebi como, muitas vezes, a vulnerabilidade artística é confundida com intimidade, quando, na verdade, ainda opera dentro de um regime performativo. O laboratório, como falámos, é o lugar onde essa confusão pode ser testada, errada, revista.
C trouxe também a complexidade das amizades na vida adulta: esse processo de filtragem, de negociação silenciosa de expectativas, baseado menos na proximidade constante e mais numa vibração compartilhada. Isso fez-me ver o borboletário ainda mais como arquivo de encontros e como proposta poética que nasce do corpo em relação com o mundo, um borboletário de relações, onde imagem e palavra tentam dar forma a conexões instáveis, aos limites entre performance e afeto, e às múltiplas transformações sensíveis que orientam, ampliam e multiplicam os caminhos da minha criação.
Com a Borboleta V, a conversa trouxe um outro tipo de tempo, mais longo, mais fundo, atravessado pela memória e pela permanência. Falámos de sonhar realidades, com insistência. Ela disse que me conheceu menino, passando pelas ruas ali nos arredores da igreja em nossa comunidade interiorana de origem, e essa imagem abriu uma camada inteira de reflexão sobre como as relações se constroem ao longo da vida, mesmo com idades diferentes, mesmo sem consciência imediata do que aquilo viria a ser. De certa forma, cair na vida de V foi um grande evento: algo não planejado, mas profundamente marcante.
Falámos da amizade como sensação, como substância. Se pensarmos a amizade como uma arte, então somos feitos da mesma matéria que ela, uma verdade sentida, impossível de fixar em palavras.
A arte, disse V, espera sempre pelos nossos sonhos. Reconhecemo-nos vindo de uma localidade muito pobre no Brasil, um lugar onde sonhar era um gesto de risco, e onde apenas as conversas, os cuidados e as alianças afetivas conseguiram salvar vidas e preservar desejos. Isso fez-me entender o borboletário como um gesto profundamente ligado a essa história: uma tentativa de guardar não apenas encontros, mas sonhos que insistem, realidades que poderiam ter sido interrompidas.
Os artistas, como falávamos eu e V, criam coisas, palavras e até sentidos.
E talvez o borboletário seja isso: um espaço onde essas substâncias invisíveis da amizade, da memória e da arte continuam a respirar, a transformar e a sustentar os muitos caminhos da criação e da resposta.
No conjunto, essas conversas funcionaram como uma continuação prática à extensão do festival. O borboletário manteve relações ativas.
O lugar seguro da dissidência e o impacto do corpo: uma conclusão em aberto
A colaboração com o performingborders é o que permite a este texto existir fora das exigências da escrita académica. Novamente trabalhar com Xavier abriu um espaço onde o pensamento não precisa ser simplificado para caber num formato.
Aqui, a minha escrita não precisa cumprir protocolo. Posso inventar palavras, alongar frases, testar formas ainda sem nome.
Vestir a máscara e crochetar foi uma forma de recusar o consumo rápido da performance e de permanecer presente sem me esgotar. O corpo funcionou como filtro: em vez de acumular exaustão, transformou carga política em gesto contínuo, manual, repetido.
Ativar o borboletário à rede de afetos foi o último ponto dessa reticência.
Organiza a experiência.
Registrar com o meu corpo.
Atravessado, elaborar afeto para continuar diferentemente, __________transformado.
No fim, a amizade foge ao conceito e estrutura-se em práticas: uma rede onde se pode cair,
parar,
recomeçar, sem se partir.
Este é o texto-têxtil que corre em paralelo à minha experiência no Citemor, atravessado pela singularidade de Coimbra e do Linha de Fuga.
Novamente, a borda que não está no palco.
O que entrego agora é a união da palavra com o visual, da escrita com o fio.
Um diário de bordo onde a escrita é performativa e o crochê pensa.
Onde o corpo responde porque foi tocado,
e continua.
Afinal, o crochê pensa…
Ed.
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Comissão de performingborders e Linha de Fuga 2025, com curadoria e acompanhamento de Xavier de Sousa.
Ed Freitas é artista visual e transdisciplinar nascido no Nordeste do Brasil. Seu trabalho articula performance, instalação, escultura e artes têxteis para investigar a Presença-Instalativa, conceito que desenvolve em seu doutoramento em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra. Usando fios, mantos e objetos sensoriais como dispositivos de memória e liturgia, constrói poéticas do corpo como arquivo vivo da ancestralidade. Vencedor do World Cultural Council Award (2022), Freitas apresenta obras que tensionam o sensível e o político, com atuação internacional em festivais, residências e exposições no Brasil, Portugal, França, Romênia, Alemanha e EUA. Integra sua prática com curadoria, docência e pensamento crítico no Ateliar Nuno Fonseca (Coimbra).
Instagram: @ed_freitas